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Africell Holding SAL é a 4ª operadora de telefonia em Angola

Libanesa Africell selecionada para 4.ª operadora de telecomunicações em Angola

De acordo com uma nota de imprensa do grupo de trabalho do Governo, Africel Holding SAL deve, nos próximo dias, apresentar a sua proposta técnica e financeira.

De acordo com uma nota de imprensa do grupo constituído pelos ministros das Finanças, das Telecomunicações e Tecnologias de Informação e da Economia e Planeamento, o processo está na sua 2ª fase do Concurso para a Prestação de Serviço Público de Comunicações Electrónicas.

A 30 de Setembro de 2019, foi aberta a fase de candidaturas, que se encerrou no dia 22 de Janeiro de 2020.

Após a realização de sessões de promoção e apresentação do concurso, que tiveram lugar nos Emirados Árabes Unidos, na África do Sul e em Angola, três empresas – a MTN da África do Sul, a Africell Holding SAL do Líbano e o BAI Investimentos de Angola – adquiriram as peças do concurso, tendo a Africell submetido a sua candidatura, através da plataforma electrónica do Serviço Nacional de Contratação Pública.

Na fase preparatória do concurso, lê-se na nota, foi efectuada uma análise e identificação de operadores de telecomunicações com potencial de participação neste concurso, tendo como base as geografias de operação, volume de negócios, número de clientes e presença internacional. Assim, foram identificadas 12 entidades com operações estabelecidas em África, Ásia, Europa e Médio Oriente.

Das entidades identificadas, destaque para as empresas Africell, Bharti Airtel, Maroc Telecom, MTN, Telkom South Africa, Orange e Vodafone.

A Comissão de Avaliação, após ter procedido ao exame formal dos documentos de candidatura submetidos pela candidata Africell Holding SAL, deliberou por unanimidade a sua qualificação e que a entidade fosse convidada pela Entidade Pública Contratante para apresentar a sua proposta.

Africell Holding SAL


A libanesa Africell foi a candidata selecionada pelo Governo angolano para apresentar uma proposta que visa a atribuição de uma licença para se tornar a quarta operadora de telecomunicações em Angola, foi hoje anunciado.

Segundo o Grupo de Trabalho Interministerial – constituído pelos ministros das Finanças, das Telecomunicações e Tecnologias de Informação e da Economia e Planeamento – três empresas requereram peças do concurso (a MTN da África do Sul, a Africell Holding SAL do Líbano e o BAI Investimentos de Angola), mas só a libanesa formalizou a candidatura.

“A Comissão de Avaliação, após ter procedido ao exame formal dos Documentos de Candidatura submetidos pela candidata Africell Holding SAL, deliberou por unanimidade a sua qualificação e que a entidade fosse convidada pela Entidade Pública Contratante para apresentar a sua proposta”, adianta-se no comunicado.

Na fase preparatória do concurso, foi efetuada uma análise e identificação de operadores de telecomunicações com potencial de participação no concurso, tendo sido identificadas 12 entidades com operações estabelecidas em África, Ásia, Europa e Médio Oriente, com destaque para a Africell, Bharti Airtel, Maroc Telecom, MTN, Telkom South Africa, Orange e Vodafone.

Estas entidades foram convidadas a participarem nas sessões de promoção e apresentação do concurso, realizadas no Dubai (Emirados Árabes Unidos), em Joanesburgo e Pretória (África do Sul) e em Luanda (Angola).

A Africell é uma operadora internacional, com 18 anos de atividade no setor das Telecomunicações, disponibilizando serviços móveis, de Internet, televisão por subscrição e “mobile money” (dinheiro digital) a mais de 12 milhões de clientes.

Está já presente em quatro países africanos: Gâmbia, República Democrática do Congo, Serra Leoa e Uganda.

Antecedentes do concurso público internacional


Com o início da segunda fase do concurso, “a candidata qualificada disporá de tempo razoável” para submeter a sua Proposta Técnica e Financeira, indica o mesmo comunicado, sem referir prazos.

O concurso foi lançado ao abrigo do Despacho Presidencial n.º 61/19, de 30 de abril, que determinou a abertura de um novo concurso para a atribuição do 4.º Título Global Unificado para Prestação de Serviço Público de Comunicações Eletrónicas, após a anulação do primeiro.

O concurso anterior, em que foi vencedora a angolana Telstar, foi anulado porque a empresa “não apresentou resultados operacionais dos últimos três anos, como impunha o caderno de encargos”, segundo um decreto presidencial publicado em 18 de abril.

O Presidente da República de Angola, João Lourenço, justificou a decisão com o incumprimento da concorrente em apresentar o “balanço e demonstrações de resultados e declaração sobre o volume global de negócios relativo aos últimos três anos”.

A Telstar – Telecomunicações, Lda foi criada em 26 de janeiro de 2018, tendo como acionistas o general Manuel João Carneiro (90%) e o empresário António Cardoso Mateus (10%).

Atualmente, Angola conta com três operadoras, com a Unitel a liderar o mercado, com cerca de 80% de quota, à frente da Movicel, com um peso de cerca de 20% e a Angola Telecom (empresa estatal em processo de privatização) com uma posição residual.

Das 27 entidades que manifestaram interesse no concurso aberto em 27 de novembro de 2017, apenas seis passaram a primeira fase e só duas cumpriram todos os requisitos previstos no caderno de encargos.

Em reação à decisão presidencial, a Telstar garantiu ter cumprido “de forma escrupulosa” o concurso público do qual foi declarada vencedora, referindo que foi “com total surpresa” que tomou conhecimento da anulação do concurso.

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Domingos Massissa

Fundador da SENASNERD. Acredito na tecnologia que torna a vida mais fácil para nós, que nos faz ir mais longe como humanos. Admirador de Jeff Bezos, Steve Jobs e Elon Musk. Cada artigo é uma parte de mim, na qual compartilho minha paixão por este mundo. Sou mais software do que hardware.

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