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Gateway Internacional Angola Garante Ligações Seguras aos Operadores de Telefonia

Luanda – Os operadores nacionais de telecomunicações têm disponível, desde esta quarta-feira, uma plataforma de gestão e segurança das chamadas internacionais.

Trata-se do Gateway Internacional Angola (GIA), uma infra-estrutura inaugurada esta quarta-feira, 24, pelo Ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Manuel Homem.

A infra-estrutura localizada no bairro dos CTT, em Luanda, serve para garantir controlo e gestão do tráfego internacional das comunicações, evitando fraudes nas chamadas telefónicas.

O Gateway Internacional Angola (GIA) já funciona há mais de um ano e vai agora avançar para a assinatura de contratos com os operadores nacionais.

Trata-se de uma iniciativa público privada estabelecida para devolver ao mercado regulatório nacional as condições e os critérios para abordar as comunicações electrónicas.

Os seus benefícios passam pela segurança do país e proteção dos cidadãos contra o crime cibernético, controlo   rigoroso da qualidade, análise estatística dos fluxos de tráfego, bem como obter receitas dos operadores internacionais sem afecta os utilizadores finais e criar oportunidade de emprego no sector das altas tecnologias.

É um investimento global  avaliado em 50 milhões de dólares em parceria com a MGI, sendo o Estado o maior investidor e o parceiro suíço  cabe a parte tecnológica.

Segundo o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação, Manuel Homem, o GIA é uma infra-estrutura que o governo tem estado a promover para assegurar uma melhor gestão do tráfego nacional, sobretudo nesta primeira fase  internacional das comunicações.

Manuel Homem acrescentou que o centro assegurará, entre outras, a possibilidade da redução da anti-fraude que ainda acontece nas redes nacionais de telecomunicações internacional, pois é visível as chamadas que muitos recebem de números estranhos e que têm menos de 2 segundos intermitentes.

Ainda do ponto de vista de segurança das redes de telecomunicações nacionais, o GIA assegura o maior controlo sobre a comunicação internacional das  redes.

O governante ressaltou que o GIA  é um processo e  deve continuar a trabalhar com os operadores para encontrar o melhor equilíbrio e modelos  que possam estar interligados, garantindo que o país esteja cada vez melhor na oferta de serviço de telecomunicações internacionais.

A  infra-estrutura, de acordo com o ministro, visa também ajudar os operadores nacionais a resolver  problemas ligados a fraude, criar condições para que o Estado, do ponto de vista das receitas fiscais.

Manuel Homem salientou que, com a entrada do GIA,  a redução dos custos poderá contribuir na harmonização das operadoras, que terão de gerir  o custo com o tráfego  internacional e compensar em moeda nacional, bem como permitir maior eficiência nas comunicações.

Conforme o ministro, já estão interligados ao GIA, em funcionamento,  dois operadores nacionais: designadamente   Angola Telecom e a MSTelecom, estando em fase de testes com os outros operadores do mercado para acordos comerciais.

“Naturalmente tão logo os testes e os acordos comerciais forem firmados, o arranjo técnico dos operadores e do GIA, entrarão em actividade os outros operadores”, garantiu.

Para o parceiro tecnológico do projecto, Martin Kelller, a sua empresa traz experiência e oportunidade de financiamento e de emprego para os jovens angolanos.

De origem Suiça, a MGI é a responsável pelo know how tecnológico que assegura o projecto para dez anos de parceria.

Localizado no antigo edifício onde funcionou o Datacenter, o GIA é um portal de telecomunicações dividido em duas partes. Neste momento está a efectuar o serviço de voz, com a interligação das  operadoras nacionais  interligam o Gateway internacional

Antes do Gateway  internacional,  os operadores eram livres de fazer parcerias com outros transportadores  estrangeiros. Com a existência do GIA  deverão interligar-se, por via de um contrato negociável,  para melhorar a transferência no negócio para o Estado, que não tinha o controlo no negócio internacional de voz.

Desde o início das suas funções em Dezembro de 2020, o GIA  já tem cerca de 150 parceiros internacionais.


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