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Portal de Escoamento da Produção Nacional : Negociação da produção agropecuária

Produtores nacionais comercializam produtos no Portal de Escoamento da Produção Nacional, denominado “Escoamento 4.0”, lançado, ontem, em Luanda, pelo Ministério da Indústria e Comércio (MINDCOM), como eventual antecessora de uma bolsa de mercadorias, apurou o Jornal de Angola, no local.

A denominação “Escoamento 4.0” é uma referência à rapidez subjacente à rapidez do conceito tecnológico da plataforma, constituída por componentes como o próprio portal, serviços de transporte (distribuição de carrinhas) e gestão de infra-estruturas logísticas.

O “Escoamento 4.0” permite a interacção entre produtores e clientes interessados na realização de negócios, tendo como base a compra e venda de produtos agrícolas, pecuários e piscatórios, bem como a sua entrega.
A compra e venda pode ocorrer de forma directa ou por leilão, estando a plataforma preparada para receber transferências nos pagamentos.

Todo o processo de negociação para compra e venda, por leilão ou de forma directa, ocorre mediante um cadastramento no portal www.escoamento.com, que funciona sob gestão da Direcção Nacional de Desenvolvimento do Comércio Rural (DNCR).

O acto de lançamento, que ocorreu nas instalações do MINDCOM, contou com a participação de altos funcionários do sector e, por via online, da comunidade empresarial e membros de  cooperativas agrícolas, pecuárias e das pescas.

O secretário de Estado para a Indústria, Ivan do Prado, anunciou que a plataforma electrónica deverá evoluir para uma bolsa de mercadorias produzidas no mercado interno, por constituir uma solução para a divulgação e fluxo da produção nacional.

O responsável notou que o Portal de Escoamento da Produção Nacional vai permitir aos produtores cadastrados anunciar as disponibilidades imediatas em quantidade e preço e, a prazo,  permitirá publicar as previsões de oferta de colheitas futuras, além das intenções de compra, locais de entrega e preços.

Ivan do Prado lembrou que a disponibilização da plataforma está inserida na execução do Programa Integrado de Desenvolvimento do Comércio Rural  (PIDCR), aprovado pelo Decreto Presidencial nº 123/20, de 30 de Abril, com o que o Governo espera o aumento da visibilidade entre a procura (distribuidores) e oferta (produtores), bem como de informação sobre a produção nacional.

As expectativas geradas pela plataforma também apontam para o crescimento das transacções entre produtores e distribuidores em quantidade e valor, o incentivo ao incremento da quantidade e qualidade da produção, bem como a diminuição de esforços em cambiais nas operações de importação.

De acordo com o director nacional para o Desenvolvimento do Comércio Rural, Alan Varela, a plataforma electrónica “Escoamento 4.0” foi desenvolvida de forma a permitir que a negociação entre os operadores agrícolas, pequenas e médias indústrias transformadoras e os consumidores seja feita de forma rápida, com custos baixos, e permita o alargamento do comércio electrónico para encurtar a distância física.

Segundo informações oficiais, pela ausência de uma indústria de transformação e processamento dos alimentos, bem como dificuldades no escoamento  pela escassez de transporte, uma grande parte da produção agrícola não tem sido aproveitada, acabando, muitas vezes, por se estragar no campo.

Calcula-se que, nos últimos cinco anos, o país registou a perda de cerca de 800 mil toneladas de produtos, ao longo de diversas épocas e pontos de Angola, geralmente pelas dificuldades de escoamento para os centros de consumo, levando a prejuízos que abarcam de 30  a 50 por cento da produção.

Os camponeses da Huíla perdem, em média, um terço da produção, ou seja, 171 526 toneladas, por ano, de frutas como maçã, pêssego, pêra e morango, só na Humpata, além de outras 20 mil de hortícolas que se degradam na Chibia, Cacula e Quilengues, por dificuldade de escoamento.

Para inverter o quadro de prejuízos, o Executivo, aplica o PIDCR 2018-2021 que, a partir da primeira quinzena de Agosto, foi reforçado com a venda de 500 carrinhas aos agentes económicos que operam no sector dos transportes de mercadorias.


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Domingos Massissa

Estudante de Engª Informática, editor do portal amante do mundo NERD, onde engloba cinema tecnologia e Gamers.

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